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Moda e feminismo

Leila Diniz grávida de biquíni na praia de Ipanema, em 1971, com a barriga apontando para um Brasil tão ou mais conservador do que este que, atualmente, ostenta a quinta maior taxa de feminicídios do mundo, com uma mulher assassinada a cada duas horas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ou Madonna cantando Express Yourself durante a turnê Blond Ambition, no início dos anos 1990, com músculos à mostra por baixo de um corset com sutiã em forma de cone, dando ares de insubmissão a uma peça que, usada por baixo de anáguas e vestidos, por muito tempo representou um símbolo de feminilidade dócil, além de ferramenta para moldar o corpo feminino mediante aperto e marcação da cintura.

O que moda tem a ver com feminismo? Existe moda feminista? A moda pode ser um instrumento de expressão e luta da mulher? E qual é a contribuição das grifes dirigidas por mulheres nisso tudo?

Esses são alguns dos temas que estarão em debate na Conversa de Rua, evento aberto ao público que será realizado durante a 2ª Festa Jardim Profana, no sábado dia 23/3, a partir das cinco horas da tarde. O encontro acontece no sobrado que abriga a Loja Profana, na Rua Lima e Silva, 552, na Cidade Baixa. A iniciativa é do Rua da Margem, com mediação do jornalista Paulo César Teixeira, editor do portal, e participação de Joanna Burigo, Jajá Menegotto e Lu Trento.

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Apaixonados por café

O visitante está curioso para conhecer o sabor dos tais cafés especiais e, além disso, é quase automático o gesto de emborcar a xícara tão logo é servida. Só que, antes do primeiro gole, ele escuta uma voz pausada:
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– Calma, é melhor deixar o café esfriar um pouco, diz Daiana Dietzmann, responsável pela área de comunicação e marketing da Baden Torrefação de Cafés Especiais. Em seguida, ela complementa: – Espera uns minutinhos e bebe aos poucos. Deixa o café descansando. Enquanto ele descansa, a gente consegue entendê-lo melhor.
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Rua da Margem visitou a torrefação da Baden para conhecer os encantos e decifrar os mistérios dos cafés especiais, um segmento que cresce a cada dia na preferência dos consumidores brasileiros.

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O mapa da cerveja no Centro

É sabido que o principal polo cervejeiro de Porto Alegre – já apontada como capital brasileira das microcervejarias graças aos prêmios conquistados dentro e fora do País – está concentrado numa área de 2 km dos bairros São Geraldo e Anchieta, na região norte da cidade. Neste local, quase 100 mil litros são produzidos a cada mês.

O que pouca gente sabe é que, mesmo em menor escala, o Centro Histórico e a Cidade Baixa também produzem a cerveja que bebem.

Poucas vezes a linha de produção esteve tão perto do consumidor. Num cálculo aproximado, dá para dizer que a distância não ultrapassa quatro ou cinco quarteirões.

É o espaço que separa a sede da Continente, microcervejaria localizada na Rua Olavo Bilac, e o território de bares especializados em cervejas especiais da Cidade Baixa, o bairro mais boêmio de Porto Alegre. Aglutinados num pequeno trecho da Rua Lima e Silva, estão botecos como Infiel, Quentin, Osso Craft Bar e Cervejaria Piratini, entre outros.

Além da Continente, também a Macuco e o Devaneio do Velhaco produzem cervejas na área central da cidade.

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Um exercício de tolerância

Após um incidente no qual um dos frequentadores se sentiu ofendido frente a comentários preconceituosos de colega, academia da Cidade Baixa se posiciona contra a homofobia e o racismo. “Para os que não sabem conviver com pessoas que consideram ‘diferentes’, a porta é a serventia da casa”, afirma o gerente Athos Souza, da RDM Fitness.

– A prioridade da RDM é assegurar um ambiente seguro e saudável para clientes e colaboradores. Não vamos tolerar qualquer tipo de preconceito de raça, gênero, orientação sexual ou religião, afirma Athos ao Rua da Margem. A seguir, reitera: – Quem não souber conviver em paz com pessoas que considera “diferentes” será convidado a se retirar.

A atitude assumida pela RDM não é isolada.

Uma loja de grifes sofisticadas, localizada na Rua da Consolação, no bairro Jardins, em São Paulo, colou um adesivo na porta com a seguinte frase: “Se você é racista, sexista ou homofóbico, por favor não entre!”.

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A arte da moda

A roupa ideal é a que faz a pessoa feliz.

Em síntese, a frase define a Profana, marca de moda feminina criada em Porto Alegre em 1996, atualmente com confecção própria e lojas instaladas em pontos centrais da capital gaúcha – na Rua Lima e Silva, na Cidade Baixa, e na Galeria Chaves, no Centro Histórico.

A ideia é que a roupa seja parte indissociável da personalidade de quem a veste. Em outras palavras, a escolha de vestidos, saias, casacos e calçados exprime valores, sentimentos e desejos.

Não por outra razão, o que move a marca é a busca por um modo de vestir que escape do lugar comum.

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Arte no Alto da Bronze

Um espaço múltiplo e efêmero, aberto a experimentações e práticas artísticas contemporâneas. 

É como se define a Bronze Residência, estúdio aberto a experimentações e práticas artísticas contemporâneas, que se constitui no novo polo de cultura e inovação no Centro de Porto Alegre.

O formato inovador e inquieto do espaço espelha a inquietação e a criatividade de Andressa Cantergiani, artista performática que exerce a gestão da casa.

– Não temos a intenção de ser uma galeria comercial, esclarece Andressa, para começo de conversa.

Bem que o espaço poderia ser denominado Open Studio ou Studio Visits, mas Andessa prefere chamá-lo de Project Space, termo abrangente que abraça a diversidade de ações ali desenvolvidas, que incluem residências artísticas, oficinas, grupos de estudo, espetáculos de teatro e performance e até exposições.

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