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Os caminhos do Santiago

— O desenhista é movido à indignação. Humor gráfico sem posicionamento crítico não funciona, afirma Neltair Rebés Abreu, 68 anos, o Santiago, como é mundialmente conhecido.

Santiago se transformou num dos desenhistas de humor mais premiados do Brasil – quando a coleção de troféus ultrapassou a marca de quatro ou cinco dezenas, ele parou de contar. O reconhecimento vem de salões de humor promovidos em países como França, Espanha, Alemanha, Canadá, Japão, Bulgária e Turquia, entre outros. Sem falar nas premiações nacionais – no Salão Internacional de Humor de Piracicaba, por exemplo, foi tantas vezes agraciado que ganhou o cargo de "presidente de honra" do evento, em 1991.

Em 1994, a revista Witty World incluiu Santiago na seleta lista dos 13 melhores desenhistas do mundo no gênero gag cartoon (cartum de uma só cena), ao lado de celebridades como Quino, Sempé e Aragonés.

Dos 18 livros já publicados, um dos que mais gosta é Retroscópio (LP&M Pocket, 2010), narrativa histórica em forma de desenhos, que inicia com a descida do homem à Lua, em 1969 – um cartum amador, que não havia sido publicado antes –, até o registro da eleição do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, Barack Obama, em 2008.

Atualmente, colabora com os jornais Extra Classe, do Sinpro (Sindicato dos Professores da Rede Privada), João de Barro, da APCEF (Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal) e Brasil De Fato RS.

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Cultura no Centro

Rua da Margem mapeou os eventos culturais do centro de Porto Alegre. 
De sarau em livraria ou loja de moda feminina até desafios poéticos em praça pública, passando por shows de música na biblioteca ou nas escadarias do viaduto. Sem falar em peças de teatro em botecos.  A agenda cultural amplia movimento nas ruas, anima territórios e dá mais vida e segurança à área central da cidade.

– Há uma interação positiva nessa onda de opções culturais na região central, diz Fernando Ramos, organizador do FestiPoa Literária, um dos principais eventos de cultura da cidade.

Nani, do Tutti Giorni, vai mais longe, abrindo os braços como se com eles pudesse abarcar toda a área central:

– Quer dar mais vida e segurança ao Centro? É simples: basta permitir que os estabelecimentos possam abrir até mais tarde, sem deixar de fiscalizar quem não se comporta direito. Isso aqui era para estar repleto de bares, cafés, confeitarias, bibliotecas durante a noite... Do jeito como está, as pessoas estão proibidas de sair de casa por falta de segurança.

Em seguida, ele complementa: – Quando o Tutti Giorni está aberto, o pessoal do prédio aqui de cima pode descer com uma cadeira de praia para tomar um mate, porque estará totalmente seguro.  E ainda vai se divertir...

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